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O PV de dezembro já está nas bancas!😁🎨 


A Ema Teixeira, uma jovem cheia de talento, é a autora da capa deste mês, aluna da ES de Jaime Moniz (Liceu), e da sua criatividade nasceu a ilustração sob o tema ‘Dez anos contando histórias’. 

🔧Na vertente mais técnica, explicou-nos: 

«Após elaborar estudos em papel com grafite e diversos materiais, nomeadamente a aquarela, para tentar encontrar a melhor solução, optei por usar a tinta acrílica. A composição, um retângulo de 24,4×24,1, apresenta-se centralizada e equilibrada, a meu ver. Para a realização desta ilustração, pesquisei os elementos que melhor definissem o projeto 'Ponto e Vírgula' como o objetivo da ilustração desta capa é assinalar os seus dez anos. Assim, ocorreu-me ocorreu a ideia de festa e resolvi utilizar as cores que representam o fogo de artifício. Criei uma frase que tivesse algo relacionado com este tema e, em vez de apenas desenhar o número 10, desenhei-o escrevendo: no número um - “dez anos contando histórias “; e zero -“um ponto e vírgula de cada vez”.»

Carrega no link para leres o PV n.º3 👉PV-n3_dezembro2024-WEB.pdf




As correspondentes Maria Brazão e Maria Inês embora partilhem o mesmo nome, têm personalidades distintas e complementares, o que torna o desafio ‘Conheces-me mesmo?’ ainda mais interessante. 😀

Para Maria Brazão, a atenção e a presença são fundamentais. Considera-se altruísta, atenciosa e amigável, como ela própria diz, «acredito que presto atenção às necessidades daqueles que me são mais chegados e faço por estar presente sempre que sou necessária. Sou uma pessoa atenta, não apenas para com aqueles que me são queridos, mas com todos, no geral. Acredito que, se os que estão ao nosso lado estiverem bem, nós também estamos.»

Por outro lado, Maria Inês traz uma energia resiliente e cheia de autenticidade. Sem rodeios, ela enfrenta tudo de frente e acredita na importância de sermos verdadeiros. Nas suas palavras, considera-se resiliente, imparcial e proativa «não tenho muitos filtros; sou exatamente quem sou, e acho importante sermos verdadeiros connosco e com os outros. Sou proativa, gosto de aceitar desafios e adapto-me com facilidade aos diferentes ambientes à minha volta. A proatividade traz-nos várias oportunidades para decisões e escolhas que, por vezes, não podemos deixar passar!»

Neste vídeo, vemo-las num ‘frente a frente’, numa competição divertida e reveladora. Confere o vídeo e descobre quem é que leva a melhor! 😆👀




O PV ESTEVE À CONVERSA COM JOÃO BRÁS, JOVEM REALIZADOR MADEIRENSE, QUE NOS FALOU DA SUA CAMINHADA NO MUNDO AUDIOVISUAL. AUTOR DO FILME 'MÃE', JOÃO PARTILHA UM POUCO DA SUA EXPERIÊNCIA E DOS DESAFIOS DESTA ÁREA.  📽


PV – Podia ter sido o teatro ou a música. Porquê o cinema?

JB – O cinema é a união, de certa forma, de todas as artes, por isso é que também é considerado a sétima arte. Tem a parte do teatro, que é a representação, e a parte do movimento, que se relaciona com a dança. Estas são as artes que mais gosto, e o cinema une-as.


PV – O que te inspirou para a longa-metragem 'Mãe'? Quais foram as tuas motivações pessoais?

JB – Foram dois anos da minha vida dedicados a este projeto. A ideia surgiu porque o meu avô faleceu com Alzheimer, e a minha avó, neste momento, está também acometida pela mesma patologia. Quis fazer este alerta, não só para chamar à atenção para as consequências que esta condição traz aos doentes, mas também pela forma como nós, enquanto cuidadores  temos de aprender a lidar com isso. As minhas motivações pessoais foram, sem dúvida, os meus avós e a maneira como a minha família aprendeu a lidar com esta realidade. Quando temos alguém na família com esta doença, temos de continuar com as nossas vidas, mas, mesmo assim, precisamos de arranjar tempo para cuidar de quem, devido à perda de capacidades mentais e físicas, se transforma quase num "bebé grande". 


PV - Qual é a principal mensagem que quiseste transmitir através deste trabalho?

JB – O  meu objetivo é que o espectador se sinta na pele do personagem e se pergunte: “O que faria  eu se estivesse nesta situação?”. Gosto de criticar o mundo em que vivemos e, de certa forma, apontar algumas injustiças sociais. O cinema tem este papel de mudar e influenciar comportamentos. É, por isso, uma ferramenta muito poderosa.


PV - Que conselhos podes deixar a jovens que querem seguir uma carreira nas artes, mas enfrentam dificuldades?

JB – O essencial é não desistir. Fazer incessantemente até sentir que está bom e, depois, perfeito. A minha primeira curta-metragem não correu bem, mas é ao fazer que se aprende. Vamos aperfeiçoando à medida que vamos criando. Quem queira destacar-se na dança terá de dançar muito até conseguir o passo ideal. No teatro, é preciso testar muitas vezes a memória para decorar textos e aperfeiçoar cada vez mais a técnica. No cinema, o processo é o mesmo: gravar várias vezes e experimentar diferentes abordagens. É uma evolução contínua.


PV - Quais são os princípios ou valores que os jovens devem cultivar para alcançar o sucesso?

JB – É preciso ter foco. É pensar: “Eu quero fazer isto, vou continuar a fazer isto, vou seguir este caminho e não vou deixar que nada me abale”. Não podemos ser os nossos próprios juízes e dizer que não conseguimos alcançar as nossas metas só porque são difíceis. Temos de acreditar no nosso potencial. Somos o futuro e precisamos de falar sobre temas importantes, alertando  a sociedade para essas realidades. O objetivo desta longa-metragem é sensibilizar para a situação dos cuidadores informais, que muitas vezes deixam de ter tempo para si próprios e para outros membros da família que também precisam de atenção.


PV - O que sentes depois de teres sido capaz de realizar a longa-metragem?

JB – Sinto que, depois de tanto trabalho e esforço, é possível realizar qualquer coisa. Foram dois anos de enorme aprendizagem, durante os quais vivi várias experiências e aprendi a lidar com os diferentes obstáculos que surgiram pelo caminho. Depois de concluir esta longa-metragem, sinto que ganhei uma bagagem muito maior e acredito que os próximos projetos serão ainda melhores.


PV – Qual foi o momento mais emotivo durante a produção de 'Mãe'?

JB – Sem dúvida, a cena em que o Mário, filho da Dolores, que sofre de Alzheimer, dança com a mãe ao som de 'Noites da Madeira', de Max, e ela se lembra da letra da música. É uma cena muito bonita, que apela ao coração.


PV - Se pudesses oferecer um Óscar às pessoas que te ajudaram a produzir e a realizar a longa-metragem   'Mãe', quem seria o vencedor?

JB – Ofereceria o Óscar à minha família, que nunca me deixou desistir do sonho de ser realizador de cinema. O meu pai deu-me a minha primeira câmara de filmar e a minha mãe sempre me incentivou a ser persistente nos meus objetivos. Sem dúvida, eles foram os meus grandes impulsionadores.


PV - O que é que a ES de Jaime Moniz te ensinou para a vida?

JB – A ES de Jaime Moniz ajudou-me a crescer intelectual e pessoalmente. Frequentei o Curso Profissional de Artes Visuais, que me deu muitas ferramentas na parte do audiovisual. Quando ingressei na Universidade de Aveiro, no curso de Novas Tecnologias da Comunicação, já tinha um bom nível de conhecimentos, talvez até mais do que teria se tivesse seguido o ensino regular. Outro aspeto importante foi a minha participação no Clube de Dança e no Clube de Teatro – Carlos Varela. A escola deu-me, sem dúvida, as ferramentas necessárias para entrar no ensino superior e chegar onde estou hoje.






Os prémios não são tudo, mas são importantes...Sabias que, ao participares no 'Ponto e Vírgula', podes ganhar o prémio '+Criatividade'? 😎 

Este prémio, concedido pelo Gabinete do Secretário Regional de Educação e patrocinado pelo PLAZA Madeira, destaca o talento de jovens que se sobressaem em várias áreas. ✏️ 

Desde 2016, o PLAZA Madeira tem sido um parceiro fundamental do PV, oferecendo prémios monetários que reconhecem a criatividade e o mérito dos nossos jovens talentosos. 

Na IX edição do 'Ponto e Vírgula', os seguintes estudantes foram premiados: 

  • Dezembro: Vera Coelho e Leonor Benedito (EBS D.ª Lucinda de Andrade - São Vicente) 
  • Janeiro: Bernardo Olim (ES Jaime Moniz - Funchal) 
  • Fevereiro: Inês Perestrelo (EBS Dr. Ângelo Augusto da Silva - Levada) 
  • Março: Luana Coelho (EBS Padre Manuel Álvares - Ribeira Brava) 
  • Abril: Natacha Batista (EBS da Ponta do Sol) 

Estes alunos brilharam com as suas ideias inovadoras, mostrando o poder da imaginação, um reconhecimento possível graças ao apoio do nosso parceiro Plaza Madeira. Parabéns a todos! ✨✨

Fica atento, pois teremos mais novidades sobre o prémio em breve... 👀

 


‘Um dia na minha vida de estudante’ permitiu a Júlia Nóbrega, estudante da Escola Secundária Jaime  Moniz, tornar-se na grande vencedora da categoria ‘Podcast’. 🎧
Radiante com o feito alcançado, a jovem não só compartilhou porque decidiu abraçar novamente este projecto, desta feita numa área diferente, como também correu toda a sua jornada até à vitória:

«Como caracterizas esta participação no ‘Grande Ideia’? 
Foi uma experiência nova, que deixou boas memórias. No ano passado já tinha participado, mas este ano participei numa nova categoria e ganhei. Este ano sinto-me famosa (risos). Eu queria ter novas experiências e este tipo de concursos são realmente uma boa forma de conseguir, até porque se não entrarmos nestes concursos durante a escola as aulas tornam-se monótonas. 

E porquê agora concorreres no ‘Podcast’? 
Simplesmente apareceu-me à frente e eu pensei “porquê não?”. Realmente já participei em quase todos os concursos que me apareceram à frente, mas é porque eu gosto desta competitividade e tudo mais. 

E a área da comunicação é algo que te atrai? 
Para ser sincera e sem filtros, não, de todo. Eu gosto muito mais das áreas das filosofias, línguas e é    isso que eu quero seguir. 

Foi difícil criar um podcast? 
Foi muito difícil começar, ter ideias, Eu tive que pesquisar imenso, porque eu realmente não sabia como começar. E quando finalmente comecei, pensava que não estava bom. Por isso, mudei-o várias vezes. Por isso, foi um processo complexo e inconstante.

E como surgiu a ideia? 
Eu sou uma pessoa que gosta de observar os mínimos detalhes. E gosto de observar principalmente as questões mundanas da sociedade. Gosto de ver aquelas questões mais ínfimas que normalmente não estão muito presentes, então eu inspirei-me nisso. E, além disso, também tentei não ter filtros e quis apenas ser sincera no que estava a dizer.

Qual foi a mensagem que quiseste transmitir com o teu podcast? 
Foi princialmente aos adultos. Quis mostrar-lhes e tentar descrever o que é realmente a vida de um adolescente. Sinceramente os jovens não foram o meu principal foco, mas acho que se eles ouvirem o podcast, conseguem-se relacionar com o que eu digo. 

Na memória descritiva do teu projecto, mencionaste que “não há capítulo mais caótico neste nosso livro do viver do que a Juventude”. Porquê que dizes isso? 
Porque acho que é uma forma bem poética de dizer e eu gosto bastante de escrever poemas. Ao dizer isso, eu sinto e vejo a vida como um livro. E este capítulo da juventude, principalmente, tal como os adultos nos costumam dizer, é algo que marca a nossa vida, especialmente porque nós temos mais liberdade e não temos aquela responsabilidade do trabalho e a pressão social. 

Quais foram as principais lições que tiraste deste projecto?
Isso é uma pergunta muito difícil. Realmente não consigo pensar em nada, mas posso dizer que foi divertido, e como já tinha dito foi inconstante, complexo, e um grande desafio. E foquei-me muito neste desafio, porque gosto de ser desafiada. Por isso, se calhar a grande lição que tiro é nunca parar no meio do percurso, nunca desistir.»

 Podes encontrar este podcast no site do Diário de Notícias da Madeira e no Spotify no link: https://open.spotify.com/episode/4pdrS2fXh4aN6DQaICA5q9  

Lê também a entrevista à Júlia em: Ponto e Vírgula n.º 7 | IX série | maio 2024 (fliphtml5.com)



Afonso Ferraz, da Escola Secundária de Jaime Moniz, foi o vencedor da categoria de Ilustração na última série do concurso 'Grande Ideia'. Inspirado no famoso 'Onde está o Wally?', Afonso criou uma brilhante versão que destaca vários jogos populares e tradicionais. Este jovem cheio de talento não pretende parar por aqui e já planeia participar novamente numa próxima edição:

«Como foi a experiência no ‘Grande Ideia’? 
Foi bom, não sabia que ia ganhar. Quando soube fiquei feliz, mas acho que no início não me tinha caído a ficha. 

Porquê optar pela categoria da ‘Ilustração’ ? 
Como sou da área de Artes fez sentido. Por isso, sinto que é nesta categoria onde posso dar e fazer o meu melhor. Para o ano gostava de voltar a repetir a experiência. 

Que ideia desejaste passar com o teu desenho? 
Queria que fosse algo onde as pessoas e se pudessem se divertir. Por exemplo, inspirei-me nos desenhos de ‘Onde está o Wally?’, porque sempre que os via achava interessante e divertia-me, por isso quis transmitir esse mesmo sentimento. 

O desenho mostra muitos jogos populares e tradicionais. Achas que são actividades que os jovens têm vindo a perder? 
Sim, eu tenho visto que a maior parte dos jovens passam muito mais tempo mo telemóvel. Na verdade, eu também estou incluído. Quando eu era mais pequeno, na escola, eu ainda fazia esses tipos de jogos, mas agora já perdeu muito mais isso. 

Foi muito difícil criar o desenho? 
Por acaso tive alguma dificuldade, porque como era uma vista de cima eu tive de procurar vários exemplos. Por exemplo, tive de arranjar uma imagem de uma escola e tentar utilizar essa imagem para ter muitas crianças no mesmo lugar. Foi um pedacinho complicado, mas o que importa é que eu consegui.

Quanto tempo levaste a fazer o desenho?
Mais ou menos umas 4 ou 5 horas. 

E a ideia surgiu facilmente? 
Logo, porque acho que combinava bem o tema com o estilo do criador de ‘Onde está o Wally?’. Mas de resto, confesso que tive alguma dificuldade porque fiz o desenho no último dia do prazo de entrega. Mas consegui entregar a tempo e ganhar (risos). 

E a Ilustração é uma área que pretendes seguir?
Penso que não. Estou mais interessado em seguir animação, porque é mesmo o que eu quero e gosto. Porém, não me vejo a ignorar completamente a ilustração. Vou continuar a desenhar e se, porventura, surgir alguma proposta de trabalho nessa área, se calhar eu até aceito. 

Como achas que esta participação no ‘Grande Ideia’ pode impactar o teu futuro? 
Acho que vai fazer muito bem no meu currículo e é algo para ficar na minha memória. 

É um projeto importante para os jovens? 
Sem dúvida, dá muitas oportunidades. Serve sobretudo para que não seja apenas escola, casa, escola, casa. Ou seja, dá uma chance para que os jovens possam ter uma actividade diferente nas suas rotinas. Por isso, numa próxima edição espero participar novamente.

Que conselho ou dica queres dar a outros jovens que queiram participar neste concurso? 
Só têm de seguir em frente, sem medos.»    


 

Sempre de sorriso posto, a professora Marta Mendonça coordena o PV na ES de Jaime Moniz (Funchal). Seja pelo ar ou em terra, arranja sempre inspiração para os seus alunos. 😃

Deixamos aqui as suas palavras: 

 «A integração das tecnologias no ambiente educativo é uma oportunidade cativante e desafiadora. Os benefícios são vastos: o acesso a recursos diversificados, a personalização do ensino e um maior envolvimento dos alunos. Contudo, é inquietante lidar diariamente com a crescente falta de atenção e preocupar-se com segurança e privacidade. 

 Por norma, opto por aplicações interativas que incentivam a participação dos alunos e pelas plataformas de aprendizagem, que disponibilizam materiais fiáveis e permitem a criação de atividades e aulas personalizadas. Estas ferramentas ajudam a mantê-los motivados e facilitam a adaptação do ensino às necessidades individuais de cada um. 

O vídeo na prática pedagógica é crucial, pois é uma forma visual e envolvente de apresentar conteúdos mais complexos através de demonstrações práticas que facilitam a compreensão dos conceitos. A inteligência artificial (IA) está ao alcance de todos e o seu enorme potencial pode ser utilizado também para personalizar o ensino. A IA pode analisar o desempenho, as preferências dos alunos e oferecer recomendações de materiais de estudo e atividades adaptadas às suas necessidades, o que poderá melhorar significativamente a eficácia da aprendizagem. 

 O Suplemento PV é um excelente complemento do currículo escolar obrigatório, pois incentiva a uma participação mais ativa na escola, na sociedade e promove o consumo adequado dos meios de comunicação social. É um suplemento didático, único, divertido, escrito por jovens que orgulhosamente veem os seus trabalhos publicados.»



A professora Dalila Pestana é uma das coordenadoras do 'Ponto e Vírgula' na Escola Secundária de Jaime Moniz (Funchal). Afirma que este suplemento dá espaço aos seus alunos de mostrarem as suas capacidades ao apresentarem as suas criações fora das paredes da escola: «o PV é uma plataforma importante para a divulgação dos trabalhos que os alunos criam. Há produções com grande qualidade que, de outra forma, ficariam apenas circunscritos no espaço escola. A sua difusão é meritória e a minha participação no PV vem nesse sentido, de dar a conhecer a capacidade, a mestria e a vocação dos nossos alunos.» Enquanto professora de Português, usa esta plataforma para «incentivá-los a escrever, a produzir, a pôr no papel a sua criatividade.» 💡

Além de dar aulas e apreciar leitura e escrita, o desporto sempre fez parte da sua vida: «[...] mais especificamente, a ginástica rítmica, ocupou uma grande parte de mim por todos os benefícios que nos pode oferecer» e destaca a importância que tem equilibrar esses dois “mundos” na juventude: «[...] podem parecer opostos, mas não, a ginástica ensina disciplina, postura, força, agilidade, perseverança, promove a concentração e o trabalho de equipa e estimula a autoconfiança. Todos estes elementos são importantes na escola e na vida e, se eu os conseguir transmitir aos atletas e aos alunos, sentir-me-ei realizada.» 😃🌟



Concurso Escolar #Grande Ideia (2017/2018)
Categoria: Vídeo

"Poesia ao Nascer do Dia" (poema de Herberto Hélder)

Escola Secundária de Jaime Moniz (Funchal)
Carolina Ferreira, Cristiano Abreu, Débora Gouveia, Luís Vieira e Valentina Ochoa

La Vie dá cor à #grandeideia





Este trabalho pretende capturar a graciosidade da dança num percurso ascensional. A solução encontrada foi um registo da simultaneidade de momentos, numa simbiose do arrastado de uma longa exposição com o  instantâneo do disparo de flash.

Em termos técnicos, estes registos múltiplos foram obtidos com exposições de 2 a 5 segundos, o que permitiu capturar o movimento num registo mais prolongado. Para além da iluminação artificial do palco, foram usados vários disparos de flash ao longo da exposição. Em concreto, foi utilizado um flash com ligação remota, operado por um assistente, em modo manual (de forma a permitir vários disparos numa mesma fotografia). Em duas imagens recorreu-se à sobreposição de duas fotografias para completar o movimento.

Equipamento:
Câmara: Canon 5D mk2
Objetiva: Canon 17-40mm f/4 L

Maria do Rosário de Nóbrega Pupo Correia
Escola Secundária Jaime Moniz

MN - Gostaria de lhe perguntar como se começa a ser um escritor aceite por uma editora e com livros vendidos?

DA - Eu costumo dizer sempre que ninguém nasce escritor. Podemos é nascer com uma propensão maior para gostar de histórias. Há um dia em que decidimos escrever um livro. Comigo foi depois de vários anos a trabalhar enquanto jornalista e, pelos 29 anos, quis escrever. É o momento inicial em que a pessoa tem que escrever um manuscrito e encontrar uma editora que publique. É sempre um momento de alguma angústia mas eu tive sempre muita sorte, desde que apresentei o meu primeiro livro. Não estava escrito que eu tinha que ser escritor mas acabei por sê-lo e acho que tem corrido bem.

MN - Quais as fontes inspiradoras das suas histórias e de que maneira a obra da sua mãe o inspira?

DA - No caso dos romances históricos, a minha fonte de inspiração é ter algum fascínio especial sobre aquela época. Por alguma razão, são épocas que eu gosto especialmente e foi isso que me inspiraram a escrever livros passados nessa época. Uma coisa é sobre o que queremos escrever, mas depois é a maneira como escrevemos e aí sim, talvez haja alguma influência da minha mãe, na parte do romance, nas ligações entre as pessoas.

MN - Numa entrevista a revista Estante, falou no seu Top 10 livros. De que maneira essas obras tornam a sua obra literária a obra que é?

DA - Ás vezes é difícil perceber qual a influência que esses grandes escritores têm sobre nós. Sabemos que ficamos absolutamente deslumbrados com aquele livro. Tolstoi, Hemingway são alguns desses nomes cujos livros nos deslumbram. A questão é: o que é que disso é transformado por nós? Isso é o mais difícil. Não sei muito bem identificar o que é que em mim foi influência deles, só sei que influenciou. O mais importante num grande escritor é saber contar uma história de uma forma muito original, que possamos dizer “isto é aquele escritor”. Acho que a influência está nessa ideia da originalidade.

MN - O que lhe agrada na Literatura no século XXI em Portugal?

DA - Tem havido, nos últimos anos, muitos escritores e isso é bom. Jovens portugueses a começar, vários estilos, várias receitas. O tempo fará o seu trabalho, vendo aqueles que têm essa originalidade e aqueles que apenas são para ler num outro contexto. Gosto sobretudo do facto de ser muito ecléctico e há aí muita riqueza.

MN - É necessária a morte do escritor para que a sua obra seja reconhecida?

DA - Não é necessário mas é algo que acontece. Estou convencido que hoje em dia já há um público reconhecimento em vida. O que acontece é que muitos escritores têm uma visão futurista, o que leva a um reconhecimento póstumo.

MN - A partir de que momento deixa de ser visto enquanto filho de Freitas do Amaral e se autodetermina enquanto O escritor Domingos Amaral?

DA - Durante algum tempo eu senti essa identidade de filho de. Mas há uma altura em que isso muda, embora não saiba dizer quando. O facto de trilhar o nosso próprio caminho constrói para nós o nosso espaço, autónomo dos nossos pais. O meu trabalho valia só por si e isso foi sempre uma segurança que me fazia não me incomodar com essa definição. Essa autodeterminação foi acontecendo, foi um progresso do meu trabalho.

MN - De todos os seus livros, qual lhe deu mais gozo escrever?

DA - Há o chamado gozo inicial e o gozo final. Gozo inicial senti em todos. Gozo final, alguns dão mais que outros. Nesse sentido, refiro “Enquanto Salazar dormia” e a trilogia “Assim nasceu Portugal”.

MN - Já possui projeto de um novo romance?

DA - Sim mas ainda é muito embrionário. A verdade é que estou sempre a pensar sobre algo novo, mas neste momento, após a entrega do 3º livro da trilogia, vou aproveitar para descansar e o seguinte virá com certeza.

Miguel Nóbrega
Escola Secundária de Jaime Moniz
Conhece os destaques do Ponto e Vírgula de abril de 2017, por Miriam Caires da ES de Jaime Moniz e da Alexandra Barreto da ES de Francisco Franco.







Concurso Escolar Grande Ideia
Categoria: vídeo

"Monivacional"
Escola Secundária de Jaime Moniz (Funchal)
Denis Santos, Sofia Trindade, Miguel Freitas, Andreia Faria e Laura Vieira

La Vie dá cor à #grandeideia
#pvnaescola #pontoevirgula #laviefunchal
Alunos da Escola Jaime Moniz visitam a Quinta Vigia

 Quinta Vigia, um lugar onde predomina a natureza, a pureza, o espírito, o realismo do século XVII e onde tudo aos nossos olhos parece surreal. Um lugar acolhedor e de facto de uma beleza incrível: jardins que parecem imutáveis e horizontes que parecem intermináveis.

Quando nascera, tinha o nome de Quinta das Angústias, pois lá havia sido construída uma capela que, por sua vez, invocava Nossa Senhora das Angústias. Esta Quinta foi para muitos um lar, e para outros um local milagroso, onde era possível curar a tuberculose. Mais tarde, passa a denominar-se de Quinta Lambert, depois de ser adquirida pelo Conde Alexandre Lambert, e pouco tempo depois volta a ter o nome de Quinta das Angústias quando adquirida novamente por um madeirense em 1903.

Mais tarde a 2 de Maio de 1984 foi restaurada e inaugurada como Residência Oficial do Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Miguel Albuquerque, que nos surpreendeu com a sua presença durante a nossa visita de estudo à Quinta Vigia, organizada pela Professora Sandra Martins, no passado 14 de Dezembro. O próprio presidente a elucidar-nos, de forma simples e informal, do historial deste imóvel que é património da Região.
 O convívio com o Senhor Presidente Miguel Albuquerque foi de facto excelente, pois é uma pessoa excecional que nos contagia a todos com a sua sabedoria e boa disposição. Inúmeras emoções se refletiram em nós perante a beleza e a graciosidade da mesma Quinta e do seu gentil anfitrião, que sem dúvida nos marcou.

Pelas 16h00, o  Senhor Presidente Miguel Albuquerque fez questão de nos oferecer um lanche, uma cortesia inigualável e imprevista, que decorreu por entre os tão belos jardins da Quinta Vigia, para nós uma das melhores paisagens também sobre a nossa Pérola do Altlântico.
Uma visita de estudo que culminou num encontro distinto e afável pelo anfitrião que nos recebeu e esclareceu e pela beleza ímpar que envolve um espaço que mora dentro da cidade e que talvez não seja ainda do conhecimento adequado de todos. Convida-se, pois, os madeirenses a contemplarem a infinita beleza da Quinta Vigia.


Margarida Nóbrega
Poema de Bernardo Almeida
Escola Secundária Jaime Moniz

Borgonha, o poeta, passeava pelos jardins de uns amigos, esperando que algo o inspirasse, quando a viu, usando um longo vestido feito de céu noturno, contrastante com a sua pele de alabastro. Os cabelos enrolavam-se em caracóis negros. A boca era pequena e os olhos cruéis e…sedutores. Então moveu-se, o vestido ondulando atrás dela. O seu aroma permaneceu no ar.

Borgonha teve certeza absoluta que era e sempre seria a sua grande ideia. Viu por ali um amigo a quem perguntou a identidade da mulher:

- Uma mulher vestida de preto? Ana de Sousa ou a Carla Borges dos poemas de Ricardo Sampaio.

Logo agora que encontrara alguém que seria a sua inspiração, alguém para amar … e era a musa de outro, do seu maior rival! Poeta infeliz! Não, não deixaria que Sampaio lhe roubasse a arte e o amor. Mostrar-lhe-ia quem era o melhor. Despediu-se do amigo.

De regresso a casa, Borgonha trancou-se no escritório e escreveu. Eram poemas de amor.

Durante meses, o poeta descobrira que Ana era inteligente. Discutia política, filosofia e arte. A expressão entediada dela transformava-se em deleite quando conseguia provar ser superior aos tolos galanteadores.

Nesses momentos Borgonha ficava feliz por se ter apaixonado por ela, porque a cada dia que passava dedicava-lhe mais um poema, e ao final de um ano publicara uma coletânea sobre ela, que fora um sucesso.

Após a publicação, Borgonha festejou, rodeado dos maiores nomes nacionais e, para sua surpresa, Ana também lá se encontrava.
- Haveis escrito sobre mim.

O poeta começou a suar. E se ela não tivesse gostado? Não, ele tinha feito todos aqueles versos com tanto amor e dedicação. Talvez a sua relação com Ricardo Sampaio estivesse em causa e por isso andasse irritada?

-Estais enganada. Não escrevi sobre vós.

-Não gosto quando invadem a minha privacidade.

-Novamente, senhora? …

-Conheço o ofício, escusais de o negar.

O poeta tentou ocultar o ciúme que sentia quando disse:

-Contudo permitis que Ricardo Sampaio escreva sobre vós. Inesperadamente, Ana riu-se e fê-lo enrubescer.

-Não vejo a piada.

-A piada … é que eu sou Ricardo Sampaio.

-Como? – Exclamou incrédulo.

-Fácil. Publico as minhas obras sob pseudónimo masculino. As mulheres não têm liberdade, mas não iria ser esse fator que me impediria de concretizar um sonho.

-Isso significa que o meu maior rival é a mulher que amo? Não só sois bela, inteligente e ainda me fazeis ralar de ciúmes… mas não retirarei as obras das livrarias.

-Perdão?

-Ouvistes bem. Aqueles poemas são a prova de que vos amo e quero que todos saibam.

-E a minha privacidade?- questionou chocada.

-Aposto que a Carla Borges não se importou com isso.

-Ela nunca teve a astúcia suficiente para descobrir que eu falava sobre ela. Afinal ainda não percebeste?- sussurrou

Borgonha ficou imóvel por um momento, depois envolveu –a com os braços e ela retribuiu.

Não disseram mais nada. Havia momentos em que as palavras não serviam nem aos poetas.
Sofia
ES Jaime Moniz| 11.º ano