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Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, será que ainda sabemos o que é "criar com as mãos"? ⚙️✨

Atualmente, pedimos uma imagem, um texto ou uma resposta e, em segundos, temos tudo à frente dos olhos. Mas será que a rapidez de acesso substitui o valor do erro, do caminho que se percorre?

📚 No conto que partilhamos hoje, viajamos até uma pequena aldeia, onde Elias — um velho inventor — nos lembra que a essência humana vive nas pequenas coisas: na paciência de montar engrenagens, no brilho dos olhos ao ver algo ganhar forma, no tempo dedicado a aprender e ensinar.

Uma leitura que nos faz parar e pensar: 🤖 será que estamos a perder a emoção do Eureka?






Hoje, apresentamos dois novos correspondentes do Ponto e Vírgula, diretamente da EBS Gonçalves Zarco. Não percas o vídeo ‘Conheces-me mesmo?’ do Simão Pereira e Catarina Ferreira! 

Simão Pereira descreve-se em três palavras: dinâmico, carismático e criativo. 

«As minhas grandes motivações são a escola, o desporto e a família. De certa forma, estas são as três bases essenciais da minha vida, neste momento. Sempre que assumo desafios ou tarefas gosto de ser dinâmico. Defendo que para tudo na vida, é preciso ser criativo, o que na minha opinião é muito mais do que simplesmente ter algumas ideias. No fundo é ter uma forma diferente de ver os outros e o mundo ao nosso redor.» 

Catarina Ferreira, por sua vez, destaca-se pelo foco, carisma e sociabilidade.

 «Aposto num bom relacionamento com os meus colegas e professores. Gosto de ver sempre o melhor nas pessoas. Acredito que cabe a nós, jovens e adolescentes, trabalhar para tornar o mundo e a sociedade um lugar melhor. Gosto de ser focada, mantendo o objetivo de concentrar-me nos estudos. O meu futuro passará, certamente, pelo Curso Superior de Direito numa boa universidade. Temos todos de optar pela sociabilidade, a sociedade é um pilar muito importante, sem o qual não seríamos os seres em evolução que somos.!»

 




O professor Jordão Freitas é coordenador do PV na EBS Gonçalves Zarco desde o seu início. Deixamos aqui as suas bonitas palavras que nos encheram de orgulho:

«Gosto da terra, porque foi nela que fui moldado e nela me transformarei no nada que sou. 
Aprendi desde muito novo que na terra está o berço que faz crescer as plantas, que antes foram sementes. Aos três anos já o meu avô me dera como instrumento e brinquedo uma pequena enxadinha. Lembro de acompanhar os meus pais e avós nas tarefas agrícolas: na sementeira do trigo, na colheita das semilhas, na apanha das maçarocas, do feijão, na ceifa com seus cantares mouriscos, nas vindimas de setembro, no abanar dos castanheiros em finais de outubro. Eram outros afazeres numa Madeira rural, onde as estradas ainda eram em terra, quando as havia; a luz elétrica só chegou em inícios dos oitenta e os telefones eram um luxo só para alguns. Depois os raios da civilização consumista tudo iluminaram e o lixo que antes era aproveitado, começou a amontoar-se pelos cantos das estradas ou era atirado para o fundo dos ribeiros. 

A terra ensinou-me a esperar e respeitar os ciclos da natureza, e cada tempo tinha o seu tempo, e cada nova colheita acontecia num tempo certo. Aprendi a esperar. E não havia stress, nem angústia. A terra ensinou-me a humildade das pequenas coisas: das ervas que cresciam, mesmo sabendo que seriam roçadas e lançadas ao gado, dos frutos que exalavam o seu perfumado desejo de serem novas plantas, mas acabavam no bucho dos pequenos, como dizia tantas vezes o meu avô, meu maior mestre. Aprendi a arte da enxertia da estacagem, da poda, da construção das latadas, do enregueirar os poios, com regos bem alinhados como uma folha pautada. Enfim, a terra foi uma escola de vida.

Hoje a terra parece ser outra e os poios de cultivo são as escolas, onde as sementes são lançadas, mas raramente ceifadas por quem as lançou. A aprendizagem tem um ciclo longo e num tempo onde não há tempo e tudo tem de ser no imediato, a colheita acaba por ser parcial, precoce e exígua. As escolas precisam cultivar projetos de tempo médio, onde os atores sejam os alunos e os monitores sejam luzes na escuridão do stress e imediatismo depressivo. É preciso dar tempo ao tempo. 

O PV é um canteiro onde os alunos podem fazer a sementeira das suas flores e antecipar já frutos futuros. Têm um espaço de espera para ver o crescer dos seus esforços que é depois recompensado. Esta é uma oportunidade à experimentação de possíveis caminhos e também reconhecimentos. O PV, ao longos dos anos em que tento ser a ponte entre a escola e a equipa de trabalho do projeto, tem deixado em mim a certeza que o semeador deve sair todos os dias a semear. O importante é deitar a semente à terra, deixá-la germinar a seu tempo, acarinhá-la, retirando as ervas e as pedras, e, depois, ao longe, deixá-la crescer num sorriso de missão cumprida.» 🌱



Concurso Escolar #Grande Ideia (2017/2018)
Categoria: Vídeo

"A Mó da Memória"

Escola Básica e Secundária de Gonçalves Zarco (Funchal)
Andreia Teles, Dinarte Gonçalves, Rui Silva e Vanessa Gonçalves

La Vie dá cor à #grandeideia


Concurso Escolar Grande Ideia
Categoria: vídeo

"Simulacro GZ"
Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco (Funchal)
Andreia Teles, Francisco Ferreira, Sara Aguiar e Rui Freitas

No dia 7 de março, a RTP celebrou os seus 60 anos e, para além do lançamento da plataforma RTP Arquivos, foi também organizada uma atividade com várias escolas de toda a região.

No dia seguinte, alguns alunos da Gonçalves Zarco tiveram a oportunidade de visitar os estúdios e aprender sobre todo o processo de realização dos programas que vemos na televisão.

Os alunos do curso de Multimédia e das turmas 10.ºA,11.ºA e 12.ºA fizeram parte de um simulacro onde realizaram diversos papéis, como apresentador, entrevistados e operadores de câmara.


Sara Aguiar
Conhece os destaques do Ponto e Vírgula de fevereiro 2017, por Leila Santiago da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.