quarta-feira, 12 de julho de 2017

Dependente das tecnologias?


“Sistemas computacionais que puderem detectar a emoção do usuário podem ser muito melhores do que os atuais sistemas de jogos, ensino on-line, processamento de texto, processamento de imagem e vídeo, autenticação de usuários e de inúmeras outras áreas onde o estado emocional do usuário é fundamental.”
Nazmuxwue Nahin e outros

Será que o domínio dos computadores nas emoções dos seres humanos tem um grande impacto?
Atualmente, ou melhor, em pleno século XXI, todos nós temos plena consciência de que somos a geração que mudou a era das tecnologias. Telemóveis, computadores, tablets, câmaras fotográficas, entre outros, foram progredindo mais e mais, tal foi a melhoria em equipamentos deste género que, aos poucos e poucos, cada um de nós parece ficar dependente. Dependente porque, imaginemos, numa reunião familiar, quando os adultos estão a discutir assuntos políticos ou a comentar sobre pessoas de que nunca ouviste falar, e estás num outro lado a aborrecer-te, pois nunca mais chegam os primos para, aí sim, discutir sobre assuntos mais interessantes, o que fazes? Claro, “sacas” cá para fora o telemóvel e fazes lá o que te diverte para passar o tempo.

Ficas feliz. Parece dependência? Não? Então imaginemos outra situação. Estás a sair de casa, estás a ir para a escola, não queres ouvir o som dos carros a passar e a buzinar, pões os auriculares, estás na paragem e o autocarro atrasou-se, tiras o telemóvel do bolso para confirmar as horas e deparas-te com um novo vídeo que um amigo teu publicou nas redes socias. Entretanto, estão os teus vizinhos a passar, cumprimentam-te e estás de cabeça baixa a sorrir para o que estás a ver e a fazer, não te dás conta dos teus vizinhos, não te dás conta de que, sem querer, alteraste as suas emoções de simpatia para tristeza, curiosidade, ignorância perante o que fazes, não te dás conta da vida a acontecer diante de ti se estás centrado no teu mundo de tecnologia.

Em suma, à dependência por estes equipamentos é quase impossível de escapar! Quem consegue escapar são aqueles que preferem uma conversa cara a cara, aqueles que partilham um sorriso, não nas redes socias, mas com outras pessoas, mesmo onde estão, pessoalmente. Os equipamentos tecnológicos são bons para quem os sabe usar e alteram as nossas emoções se o permitirmos.

Edna Sá
EBS Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas

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